Quinta-feira, 10 de Janeiro de 2008
Hidrogénio - energia do futuro
     Ainda não é uma alternativa credível ao petróleo, mas no Ocidente acredita-se que a energia do futuro pode ser o hidrogénio. Todas as economias do Mundo, grandes ou pequenas, dependem maciçamente de energia para colocar em marcha as máquinas industriais e os transportes, que neste momento estão nas mãos dos países produtores do "ouro negro".

    Mira Amaral diz que "os países ocidentais precisam de uma energia que nos liberte da dependência do petróleo", antevendo que "nos próximos anos vai-se acelerar a revolução no sector energético com a adopção da pilha de hidrogénio".

    E, na verdade, os grandes construtores automóveis mundiais estão a investir em força no desenvolvimento de protótipos com motores híbridos, que funcionam com combustíveis fósseis (gasolina, gasóleo ou gás natural) e com hidrogénio. Em Novembro, o consórcio Clean Energy Partnership (CEP), formado pelos grupos automóveis BMW, DaimlerChrysler e General Motors/Opel e pelas energéticas BVG, Hydro/GHW, Linde e Vattenfall Europe, inaugurou em Berlim o primeiro posto de abastecimento de hidrogénio.

    A BMW chegou a dizer na altura que, em 2010, será possível circular só com hidrogénio, mostrando-se esperançada que até lá todas as grandes cidades europeias tenham postos de abastecimento. No entanto, em termos práticos, esta energia ainda não é uma alternativa ao petróleo.

    Gonçalves Luís, responsável pela logística do hidrogénio da empresa SRE - Soluções Racionais de Energia, diz ao DN que por enquanto "ainda é economicamente inviável levar o hidrogénio até ao consumidor". Aquele responsável explica que "o principal problema reside na armazenagem e na produção do hidrogénio", apesar de as evoluções tecnológicas recentes tornarem esta energia cada vez mais barata.

    Ao nível da produção, o hidrogénio pode ser obtido através do petróleo (uma solução que não evitaria a dependência do "ouro negro") ou da água, separando os elementos que a compõem (hidrogénio e oxigénio) através de uma corrente eléctrica (electrólise). Na armazenagem, para que o hidrogénio mantenha o poder energético, é necessário conservá-lo a uma temperatura negativa (- 253º).

    Gonçalves Luís diz que, do ponto de vista energético, a pilha de combustível é mais eficiente do que os derivados do petróleo. "É um método mais limpo porque só emite vapor de água e, sendo uma tecnologia electroquímica, não emite ruído."

    Já do ponto de vista da capacidade energética, o hidrogénio ainda não está ao nível do petróleo. "Todos os dias desenvolvem-se pilhas mais pequenas e mais densas, mas ainda não se podem comparar porque o motor de combustão interna atingiu os seus limites e a pilha de combustível ainda está no seu início."

in Diário de Notícias

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publicado por - às 10:52
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