Quinta-feira, 15 de Maio de 2008
A Suécia é o país que mais investe em educação no mundo

 

Ah... Então há mesmo bons motivos para adorar, ter como exemplo e querer viver na Suécia - Tiago J Caires Teixeira :)

 


Artigo de Nelson Valente  - professor universitário, jornalista e escritor


A Suécia é o país que mais investe em educação. Só em 2005, gastou 7,6% do seu Produto Interno Bruto nessa área, superando os Estados Unidos, a França, o Japão e a Itália, que aplicaram índices inferiores do seu PIB no mesmo setor. Com uma população de 8,4 milhões de habitantes, o país passou por uma intensa reforma educacional, a partir dos anos 50. Hoje, dedica nove anos à escolarização obrigatória, que abrange alunos dos sete aos dezesseis anos de idade; dispõe de classes integradas para o ensino médio, objetivando acomodar indivíduos a partir dos 16 anos; possui um sistema municipal de educação de adultos oferecendo a mesma qualidade-padrão dada aos mais jovens; e conta com um nível superior aberto a qualquer um, com qualificações bastante diversificadas.

 

 

Todas as crianças entram no pré-escolar pelo menos um ano antes de iniciar a escolarização obrigatória. As instituições que realizam esse trabalho não pertencem ao sistema regular de ensino, mas a programas governamentais de auxílio à criança. A parcela do orçamento voltada para o ensino é distribuída de tal forma que aumenta os incentivos, estimulando os estudantes. A pré-escola, a educação obrigatória e o ensino médio são controlados pelas autoridades municipais, mas os gastos com a manutenção são divididos com o Estado. As escolas são gratuitas e seus alunos recebem ainda o material escolar, a refeição e o transporte. Existem poucas escolas particulares. Os pais dos estudantes recebem o salário-família, que é idêntico para todos, até que os dependentes completem 16 anos. A partir daí, os jovens que desejam continuar os estudos recebem bolsas. Chegando ao nível superior, essas bolsas passam a ser empréstimos reembolsáveis. As administrações municipais proporcionam a um número cada vez maior de crianças atendimento durante todo o dia e atividade fora do horário escolar, por preços módicos. A educação em nível universitário é totalmente controlada pelo governo, existindo mais de 30 instituições que proporcionam ensino gratuito.

 

Na Suécia, as pessoas com retardamento mental cursam uma escola especial, que não é apenas um direito, mas faz parte da escolarização obrigatória, na faixa dos 7 aos 21 anos. A integração entre o ensino regular e o especial cria condições para uma cooperação mútua, oferecendo aos deficientes mentais as mesmas facilidades de que dispõem os outros estudantes. Observando o sistema educacional sueco, nota-se uma forte preocupação em manter um currículo homogêneo, igual para todas as escolas do país. Ele contém exigências expressas quanto às tarefas escolares, de maneira que elas se adaptem às necessidades intelectuais e sociais dos alunos. O objetivo principal do governo é beneficiar o desenvolvimento da personalidade da criança, aumentar suas possibilidades de uma boa colocação no mercado de trabalho e garantir uma intensa participação na vida da comunidade. Para um país das suas dimensões, o sistema funciona de modo bastante adequado, o que resulta na posição invejável da Suécia no conceito internacional. 



publicado por - às 23:42
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Comentários:
De Viagens Suecia a 2 de Julho de 2010 às 16:07
Uma coisa que também vejo muito são suecos a viajar, espcialmente pela Tailandia, Indonésia, Malásia, etc. Os pais tem boas possibilidades economicas e muitos deixam os filhos ir de viagem por 6 mese sou 1 ano!


De Anónimo a 19 de Março de 2017 às 19:20
Um artigo sobre educação, por um professor universitário, jornalista, e escritor, que é publicado com erros ortográficos perde muita credibilidade.


De Nelson Valente a 18 de Agosto de 2018 às 01:06
Não entendi o comentário. Pressinto-a sutil como o pró­prio interpelante. Os pronomes não aguardam a minha profissão para que se coloquem nos seus lugares. Estão sempre neles. A boemia dos verbos é que mutilam a boa ordem das frases. Há que lhes perdoar. Não se desgrudam da ideia de movimento.
O acordo ortográfico de unificação da nossa língua não passa de 2% desse total, estaremos diante de aproximadamente oito mil vocábulos para serem apreendidos pelos que usam o idioma como ferramenta de trabalho, como é o caso de professores, escritores e jornalistas.
É preciso, porém, ainda mais agora com a decadência do ensino e a enormidade de erros veiculados pelos meios de comunicação, distinguir o que pode ser (ou vir a ser) que agride o vernáculo, transfigurando-o, impregnando-o de palavras e expressões alienígenas, absolutamente dispensáveis, tolos modismos e até mesmo erros crassos”. A unificação chegou em boa hora.
Agora, a unificação ortográfica tornou-se viável, de certa forma respeitando-se ainda o critério fonético (ou da pronúncia) em que se baseia na ortografia portuguesa. Minha pátria é Brasil.
Sugiro-lhe, amistosamente, uma consulta a qualquer psicanalista.


De Nelson Valente a 18 de Agosto de 2018 às 01:28
O acordo ortográfico é “inútil e improdutivo” ou veio para trazer benefícios para a língua portuguesa?
A língua portuguesa com em torno de 280 milhões de falantes, coloca o português como a 5ª língua mais falada no mundo! Ainda, também é considerada a 3ª mais falada no hemisfério ocidental e a mais falada no hemisfério sul da Terra. Podemos afirmar que a língua portuguesa tem aproximadamente um milênio de história, originada no galego-português onde era falado no Reino da Galiza e no Norte de Portugal e mesmo assim existem pessoas que acreditam que o idioma Português deve se submeter a constantes mudanças.
Não é a primeira vez que vai se fazer esse acordo. A tendência é daqui a algum tempo [a escrita] mudar outra vez. Portugal jamais vai se submeter a certas coisas.
O que você acha do novo Acordo Ortográfico?
Não há um consenso claro entre os respectivos países. Seu texto e sua aprovação têm sido alvo de diversas críticas e enfrentado a oposição de vários escritores, políticos, linguistas e profissionais da língua de vários países lusófonos.
A maior resistência vem por parte de Portugal, mas vou admitir que eles realmente tem mais motivos para se opor ao acordo : Comparando o Português de Portugal e o Português brasileiro, o acordo acaba beneficiando mais aos brasileiros do que aos portugueses.
E não vamos esquecer que Portugal colonizou o Brasil, portanto eles também devem ter motivos históricos para querer manter a sua língua e para não se "subjugar" ao Português brasileiro. A língua de um país também representa a sua cultura, perdendo uma parte da língua eles também estariam perdendo uma parte de sua cultura .
E mesmo para os brasileiros, não se enganem , uma mudança de 0.5% da língua não é uma quantia irrelevante. 0.5% a mais de erros de português em exames , e também no cotidiano, podem resultar em muitos problemas.




De Nelson Valente a 18 de Agosto de 2018 às 01:49
Qualquer crítica - e qualquer defesa - que se baseie sobretudo em insultos não é crítica nem defesa: é mero desabafo. Não vale nada.

Outra coisa ainda deveria ser tida em conta: ao renunciar de modo cego às marcas históricas, este “acordo” insere-se num movimento global de apagamento da memória e de negação da História. Terrível movimento, que cada dia se torna mais evidente e que deixará sem raízes, sem passado, uma série de povos, se não a maioria. E que já está deixando o mundo à deriva, presa dócil de todas as tiranias. Admiramo-nos do modo como estão sendo destruídos monumentos, museus, cidades, inúmeras etnias e línguas. Este desrespeito, este crime que hoje nos parece abrupto, começou devagar, por pequenas coisas, aparentemente insignificantes.
É inelutável? Será irreversível? Há quem diga que é demasiado tarde para recuar. Mas talvez ainda se possa fazer qualquer coisa. Mesmo este Acordo, que ainda não está instaurado em todo o mundo lusófono, é passível de emendas fundamentais.
Sou contra o Acordo Ortográfico que tenta unificar a Língua Portuguesa. A língua é uma força biológica: não se pode modificá-la com uma decisão política.
Os romanos foram mestres do mundo, mas seus eruditos conversavam em grego entre si. O latim se tornou a língua europeia quando o império romano desmoronou. No tempo de Montaigne, o italiano era o vetor da cultura. Depois, durante três séculos, o francês foi a língua da diplomacia. Por que o inglês, hoje? Porque os Estados Unidos ganharam a guerra e porque é mais fácil falar mal o inglês do que falar mal o francês ou o alemão. O que não impede que os franceses falem de uma "colonização" de sua língua pelo inglês.
Os franceses fazem de conta que brigam com o inglês, mas têm medo mesmo é do alemão. Desde a queda de Berlim, a Europa do Leste transformou-se num bolsão de poliglotismo alemão e há muita probabilidade de que o alemão se imponha na Europa! Nunca, no mundo, alguém conseguiu impor a língua estrangeira dominante.
Desconhecer as línguas sempre produz a intolerância. Conhecê-las, porém, não é garantia de tolerância. Nos Bálcãs, os sérvios e os croatas entendem-se, e, contudo... No passado, os que se revoltavam mais ferozmente contra o colonizador haviam estudado na metrópole. Pode-se massacrar uma população conhecendo-se perfeitamente sua língua e sua cultura.
O anonimato em si não é necessariamente uma coisa boa: covardia !



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