Domingo, 30 de Dezembro de 2007
Ambiente & Negócios


   

Ambiente
Economia verde


Com o aquecimento global no centro da agenda mundial, as economias vão ter de reagir aos números que indicam que 10 dos anos mais quentes de sempre foram registados após 1994. Esta ameaça está a ser uma oportunidade.


 

    No verão de 2003, a Europa vivia uma das maiores ondas de calor jamais experimentadas com temperaturas de cerca de 3 graus acima da média. Só na cidade de Paris, o número de pessoas que sucumbiram ao acontecimento anormal, atingiu os 15 mil. Dois anos mais tarde, em 2005, os Estados Unidos da América viviam o sexto maior furacão alguma vez registado e o mais caro de sempre da história do país. O «Katrina» para além dos custos humanos resultou num custo económico de 125 mil milhões de euros, cerca de 1,2% do PIB americano.




 

    A percepção de que alguma coisa estava mal com o ambiente começava a preencher a atenção de muitos responsáveis políticos e a influência da acção humana, já muitas vezes apontada como principal responsável dos desequilíbrios ambientais, parecia ser o grande motor do aquecimento global. Os registos de temperaturas ensombravam ainda mais o cenário, uma vez que os 10 anos mais quentes de sempre no planeta tinham acontecido depois de 1994. A relação causal entre aquecimento global e as emissões de gases de efeito de estufa (GEE) fortalecia-se à medida que os termómetros dos diversos institutos mundiais mostravam que as temperaturas subiam a par e passo com a quantidade de dióxido de carbono fruto das actividades no globo.

 


 

        Os níveis de emissões de GEE para a atmosfera cresceram nos últimos vinte anos cerca de 25%, acompanhando o rápido crescimento do PIB da economia mundial, na ordem dos 3,8% anuais. Nos anos noventa, com a crescente procura de energia das novas economias em desenvolvimento, principalmente das economias asiáticas que eram palco de taxas médias de crescimento do produto de 8%, os impactos sobre o ambiente começaram a revelar-se nas emissões de CO2 que cresceram de 1990 até 2004 mais de 5 mil milhões de toneladas.




    Estava lançado o mote para aprofundar a discussão sobre a sustentabilidade económica e a aposta energética. O antigo vice-presidente dos EUA, Al Gore e o economista britânico Nicholas Stern alertavam para a preocupação ambiental e catapultavam o Ambiente para o topo da agenda política mundial. Recentemente, cerca de 800 gestores e 24 chefes de Estado discutiram em Davos as questões do ambiente e a União Europeia lançou um programa que pretende conduzir a uma nova política de energia mais limpa e menos dependente das energias fósseis, como o petróleo.

 

in www.premio.pt


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