Quinta-feira, 22 de Novembro de 2007
Património histórico e cultural de Santa Cruz


 

        Na época da mediatização, da Internet e da aldeia global, é legítimo olhar-se com maior atenção para a cultura local. Não só como forma de conhecimento, mas como meio de defesa de uma identidade, considerando a importância que o património pode assumir no estimular de uma economia turística.



 

        Assim sendo, o grupo decidiu fazer um registo dos principais monumentos e elementos arquitectónicos de Santa Cruz, símbolos do nosso passado comum e identidade local, em seguida apresentados:




Santa Casa da Misericórdia

 

        A misericórdia de Santa Cruz foi a maior e mais importante instituição de beneficência e caridade, fora do Funchal, prestando serviços de hospitalização e de saúde ao menos afortunados da vida, os mais pobres.



 
Quinta do Revoredo (Casa da Cultura)

 

        Esta quinta fez parte de um conjunto de quintas construídas na Madeira que serviram  como «casas de campo». Ainda hoje resistem no seu frondoso jardim diversas árvores, plantadas aquando da construção do edifício.


 

        Em 1988 sofreu um processo de recuperação de forma a servir como pólo cultural, servindo presentemente como centro de exposições e local público de acesso à Internet .
 


 


 

 

Igreja Matriz de Santa Cruz

 

        Construída em 1533, apresenta traços predominantemente góticos – manuelinos, sendo a segunda maior igreja da Madeira.


 

        Em 1999, após escavações arqueológicas, descobriram-se vestígios de ossadas, importantes para a compreensão do modo de vida dos nossos antepassados.


 


 

 

Tribunal Municipal de Santa Cruz

 

        Implantado no meio de um belíssimo jardim, o tribunal é um bom exemplo da arquitectura do século XX. Em tempos, serviu de sede da Câmara, apresentando o brasão da vila de Santa Cruz e o estilo marcadamente neoclássico.


 


 

 

Cruzeiro

 

        Originalmente  erguido por João Gonçalves Zarco aquando da descoberta da Madeira, para afirmar a presença cristã, o cruzeiro original foi destruído em 1889, por um tufão. No seguinte ano foi reconstruído, sobre as escadas do antigo pelourinho, estando hoje patente no largo da igreja.


 


 



Solar do Bom Jesus

 

        Obra construída no século XVIII, pensa-se que por volta do ano 1763.


 

        Com uma fachada de composição linear, janelas de guilhotina, rótulas de cantaria negra nas janelas e portas e a sua característica torre constitui um belo exemplar das residências solarengas, tão em voga do século XVIII no país.

 


 



publicado por - às 11:03
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Comentários:
De liseta a 19 de Dezembro de 2007 às 19:53
Fixo todos os dias o meu olhar no Solar do Bom Jesus e sinto um desespero tremendo e uma agonia invulgar por ver o véu de heras que cobre a residência abandonada, desolada, incrivelmente triste e solitária, como se estivesse doada à vagabundagem e dependesse da compaixão dos homens do séc. XXI.
Era essa a casa dos meus sonhos! Por aí entraria repleta de pomposidade e elegância, entre esse amarelo de fome, branco de pureza e verde , do verde que falta, porque os homens erguem/ergueram outros mamarrrachos em sua volta e esqueceram a velha casa e a necessidade e obrigação de privilegiar o espaço em seu redor.
Como é que a Neocidade de Santa Cruz permitiu tanta construção bizarrra, em redor duma construção do séc. XVIII? Por que razão ninguém se interessou por essa magnificência, onde eu gostaria de entrar/ ter entrado? Quiça um dia surgirá a oportunidade!... Por que motivo não se pensou em aproveitar o espaço para uma quinta turística, em vez dos tais andares em cimento que nascem a seu lado? Quem é que permitiu tal aberração? Por andam os nossos presidentes, arquitectos, engenheiros do séc. XXI?


De Maria dos Tornozelos a 21 de Dezembro de 2007 às 19:07
Eis a Capela da Misericórdia, onde a irmã do Precioso Sangue de Jesus, conforme era conhecida, insistia nos Mandamentos e nos valores morais básicos para se viver em cidadania perfeita.
Naquela tarde, entrei na capela, observei com atenção, segui em silêncio e com determinação os passos da Freira que nos guiava debaixo daquele misterioso hábito, tão alvo quanto os lençóis que cobriam as vítimas tostadas e inocentes da negligência do "destino" que obrigara o avião a despistar-se. Eu só sei que o grupo de meninas que lá se encontrava nada sabia, de maneira que ajoelhámos e cabisbaixas, rezámos a Deus, para que a salvação fosse possível. Naquele dia, o ensino da doutrina cristã revelou a efemeridade da vida e a necessidade de rezar pela salvação da alma, já que o físico tem sempre uma duração limitada. Confesso que ver a Capela no vosso blog trouxe-me a recordação daquela enchente de mortos cobertos com panos brancos e depois disto, sei que nunca mais lá voltei, porque a partir daí, a catequese passou para dentro da igreja matriz, que aliás fica mesmo ao lado.


De Maria dos Tornozelos a 21 de Dezembro de 2007 às 19:16
A propósito de solares, não esqueçam daquele que existe na rua da Calçada. Investiguem os restos de sangue azul.


De Maria dos Tornozelos a 22 de Dezembro de 2007 às 19:44
De facto, a Casa da Cultura ou quinta do Revoredo em Santa Cruz, com espaço para exposições e um anfiteatro invulgar, com vista para o mar, constitui um exemplo quase perfeito entre a arquitectura do passado, com a do presente, onde se destaca, o esplêndido jardim.
Salvo erro não anda com muito tempo, que suportei, com amargura, o dislate cometido aos galhos dos dragoeiros que, naturalmente, se estendiam para os lados da praia das Palmeiras. Os homens, esgalhavam com golpes as plantas endémicas, para que não se alargassem demasiado, obrigando o natural a resistir às barbaridades insensíveis.
A verdade é que desde que o desenvolvimento surgiu, as árvores têm sofrido alguma humilhação.


De Mickey Ribeiro a 27 de Dezembro de 2007 às 17:29
Vocês dizem que o cruzeiro, actualmente, disposto no Largo da Igreja Matriz foi construído sob as escadas do antigo pelourinho? Podem mostrar uma imagem da zona onde ficava o antigo pelourinho?


De - a 10 de Janeiro de 2008 às 11:43

Não há imagens do antigo pelourinho (pelo menos que se saiba).

O antigo pelourinho estava junto à igreja, mas um tufão derrubou-o e construiu-se o novo (actual) pelourinho sobre as escadas do cruzeiro (destruído por 'rebeldes libertinos'.


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