Terça-feira, 29 de Abril de 2008
Imagem da Semana



Foto de Anton Sokolov, fotógrafo russo fascinado por Portugal

Este amor por Portugal deve-se ao facto de o fotografo ter vivido vários anos aqui. Anton Sokolov nasceu em 1983 em Moscovo, numa família de diplomatas. Passou grande parte da sua vida no México, Espanha e Portugal, onde o seu pai trabalhou nas embaixadas da Rússia. Em 2006, terminou o curso de Jornalismo Internacional no Instituto de Relações Internacionais de Moscovo.
“Foi precisamente em Portugal que pela primeira vez na vida peguei numa máquina fotográfica e, agora, não consigo imaginar a minha vida sem a fotografia”.


publicado por - às 21:15
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Comentários:
De Maria dos Tornozelos a 1 de Maio de 2008 às 17:00
Há espanto e curiosidade nessa imagem retratada pelo fotógrafo russo Anton Sokolov. Aí se revela o gosto pela fotografia e a paixão pelo nosso semelhante. Admiro as semelhanças físicas dos queixos e o longo bigode dos três animais. Não me digam que não vêem três bigodes! Voltem a observar. E se tirássemos as orelhas do animal mais próximo do ser humano e lhe colocássemos o gorro? Comparem as orelhas do homem com a do animal mais próximo. O olhar. E se o homem deitasse a língua de fora? Reparem na coleira do animal e no cinto do fotografado. Prendem o quê? Amarram o quê? De facto, percebe-se o gosto pelo pormenor destacado através das evidentes semelhanças. Que vêem vocês que não tenha visto?


De Maria dos Tornozelos a 1 de Maio de 2008 às 17:57
Pena que não tenham referido a exposição realizada na capital russa, onde Anton Sokolov escolheu como lema a estrofe 20 do C.III d'Os Lusíadas de Luís Vaz de Camões:
"Eis aqui, quase cume da cabeça
De Europa toda, o Reino Lusitano,
Onde a terra se acaba e o mar começa
E onde Febo repousa no Oceano"
A Lusitânia apresentava-se então, como nobre e distinta ("cabeça ali de Europa toda, ..."). O poeta dizia que havia uma missão predestinada, ditada pelo céu que tudo fez para que os portugueses vencessem os mouros. Vasco da Gama aproveitava a passagem por Melinde para satisfazer o pedido do Rei mouro, contando a narração portuguesa, onde destacou o exposto pelo fotógrafo russo, a que acrescentaria o patriotismo da famosa "ditosa pátria amada" (C. III, est. 21).
Lembram-se que comparativamente às estâncias escolhidas pelo fotógrafo russo, Fernando Pessoa apresentou:
" A Europa jaz,...
Fita, com olhar esfíngico e fatal,
O Ocidente, futuro do passado.
O rosto com que fita é Portugal."
Será que Sokolov fotografou apenas o passado, pela inspiração no que de grande e português sucedeu? Ou porque, hoje, o Ocidente, não passa de um futuro do passado e neste nada encontrou?
O que há hoje em Portugal que sirva de inspiração, se continua com aquele olhar "esfíngico, obscuro, indecifrável, estático, contemplativo, parado, morto?!... Não admira que o fotógrafo russo em Portugal, precisasse recuar ao tempo de Camões!


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