Sábado, 3 de Novembro de 2007
Sinais do tempo - rankings de turismo


 

    Como nasce (e morre) o turismo de ilhas?

    Tudo começa quando essas ilhas ainda não foram alvo de muita construção humana: começam-se a construir alguns bungalows , umas pensões, e por fim, hotéis. Hotéis, hotéis e mais hotéis: os governos locais, fascinados pelos lucros das licenças de construção, permitem um desenfreado império de hotéis. Progressivamente, o turismo decai. E quando se apercebem disso, já é tarde, muito tarde. A anterior natureza pacífica na qual se vivia deu lugar  a florestas de betão, a poluição e a uma  vasta lista  de vícios trazidos pela "qualidade" do turismo de massas...


    Os turistas estrangeiros não buscam florestas de betão (disso estão eles fartos), mas sim a natureza inexistente nas suas terras.


 

Destinos de turismo sustentável
 


“os nossos 522 especialistas votaram nos destinos que devem evitar o perigo, os que estão sucumbir a ele e quais o que pendem na balança”


    522 peritos em turismo sustentável da National Geographic Traveler  analisaram 111 destinos de turismo. Os resultados estão patentes na sua mais recente edição de Novembro/Dezembro.        Artigo>>

    Os itens avaliados foram a qualidade ambiental, a integridade social e cultural, condição da arquitectura, atracção estética e gestão do turismo e perspectivas futuras. E acima de tudo: o grau em que as ilhas ainda não se deixaram estragar pelo turismo de massas.

    Os Açores ficaram em 2º lugar com 84 pontos (de 0 a 100) por serem um sítio paradisíaco, com construções bem conservadas, natureza respeitada e habitantes sofisticados, cuja maioria já viveu fora. Os Açores por terem um clima "caprichoso" evitam a massificação de turistas.
    A Madeira arrecadou a 70ª posição com 61 pontos. Apesar da reputação de turismo de alta qualidade, belos cenários, magníficos jardins, canais de água antigos, religiosidade marcante e o charme do fado, a Madeira sofreu com o desenvolvimento massivo da hotelaria e dos edifícios demasiado altos, referem os especialistas.



“As ilhas são mundos em si – têm as suas tradições, ecossistemas, culturas, paisagens. É isso que nos atraem nelas”, porém, adverte o articulista, “enquanto micro-mundos, as ilhas também são vulneráveis à pressão populacional, às mudanças climáticas, às intempéries, às espécies invasivas e agora, à morte pelo turismo excessivo”



Top 10:

 

1 – Ilhas Faroe, Dinamarca
2 – Açores, Portugal
3 – Lofoten, Noruega
4 – Ilhas Shetland, Escócia
5 – Chiloé, Chile
6 – Ilha de Skye, Escócia
7 – Ilha Kangaroo, Sul da Austrália
8 – Ilha Mackinac, Michigan
9 – Islândia
10 - Molokai, Hawaii
 





Ilhas Faroe, Dinamarca


música: Kiss me - The Cardigans

publicado por - às 20:28
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Comentários:
De Anónimo a 20 de Dezembro de 2007 às 20:08
É pena que apareça nesta página uma paisagem da Dinamarca, até porque a cidade de Santa Cruz apresenta um aspecto geográfico bastante interessante! Por vezes não vemos o essencial e julgamos que os ouytros têm sempre melhor! É lamentável que ainda ninguém tenha tido a ideia de explorar a terra, vista do mar à noite. Muitos turistas apreciariam a ilha vista do lado de lá, num passeio de barco, de preferência nocturno!
Sobre os Rankings de turismo, vocês insistem em revelar que os Açores obtiveram um 2º. lugar, porque "não se deixaram estragar pelo turismo de massas? Cada qual sabe do que precisa para sobreviver e os madeirenses vivem essencialmente do turismo. Não acham que anda por aí uma réstia de politiquice? É que não há rankings que beneficiem a ilha da Madeira, que está de Parabéns pela posição adquirida. Porquê? O arquipélago dos Açores é constituído por quantas ilhas? A diferença começa por aí. Se formos a comparar as cidades principais em termos de desenvolvimento e procura, a Madeira tem muito para oferecer, apesar de reconhecer um desenvolvimento hoteleiro demasiado desregrado e exorbitante, que tornou certos locais explêndidos em zonas estrepitosas e movimentadas. A loucura atingiu um nível de tal ordem, que se esqueceu de conciliar o tradicional com o moderno, defendendo o sossego e a paisagem natural, apesar de reconhecer que ainda temos bastante a valorizar, se não faltar a precaução e o cuidado pelas quintas, pela floresta, pelas Selvagens, pelas Desertas e se não permitirmos que tornem o Porto Santo num sítio igual a tantos outros. Quem sabe se através deste blog, tudo valha a pena e se vá a tempo do Alerta. Portugal só tem a ganhar!


De liseta a 20 de Dezembro de 2007 às 20:14
É pena que apareça nesta página uma paisagem da Dinamarca, até porque a cidade de Santa Cruz apresenta um aspecto geográfico bastante interessante! Por vezes não vemos o essencial e julgamos que os outros têm sempre melhor! É lamentável que ainda ninguém tenha tido a ideia de explorar a terra, vista do mar à noite. Muitos turistas apreciariam a ilha vista do lado de lá, num passeio de barco, de preferência nocturno!
Sobre os Rankings de turismo, vocês insistem em revelar que os Açores obtiveram um 2º. lugar, porque "não se deixaram estragar pelo turismo de massas? Cada qual sabe do que precisa para sobreviver e os madeirenses vivem essencialmente do turismo. Não acham que anda por aí uma réstia de politiquice? É que não há rankings que beneficiem a ilha da Madeira, que está de Parabéns pela posição adquirida. Porquê? O arquipélago dos Açores é constituído por quantas ilhas? A diferença começa por aí. Se formos a comparar as cidades principais em termos de desenvolvimento e procura, a Madeira tem muito para oferecer, apesar de reconhecer um desenvolvimento hoteleiro demasiado desregrado e exorbitante, que tornou certos locais explêndidos em zonas estrepitosas e movimentadas. A loucura atingiu um nível de tal ordem, que se esqueceu de conciliar o tradicional com o moderno, defendendo o sossego e a paisagem natural, embora defenda que ainda temos bastante a valorizar, se não faltar a precaução e o cuidado pelas quintas, pela floresta, pelas Selvagens, pelas Desertas e se não permitirmos que tornem o Porto Santo num sítio igual a tantos outros. Quem sabe se através deste blog, tudo valha a pena e se vá a tempo do Alerta. Portugal só tem a ganhar!


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